“Bebi e Gostei!!!” 2012

E vem aí o nosso Gamay 2012

Elaborado cerca de 40 dias antes da páscoa, o Gamay da Miolo é o vinho que pode ser considerado um símbolo da semana Santa, uma vez que se encontra na mesa dos consumidores durante este feriado Santo, acompanhando a diversidade gastronômica dos quatro cantos de nosso país.

Vinho leve e gastronômico, harmoniza bem pratos a base de frutos do mar (mesmo sendo um vinho tinto).

A safra 2012 mostra diferenças sutis com a safra 2011, mas mantém o mesmo padrão de agradabilidade e tipicidade da casta.

Clique aqui e confira a análise do vinho….

 

Dolcetto d’Alba “Controvento” DOC 2008

Por: Daniel Boessio

  • País: Itália / Piemonte
  • Produtor: Bava
  • Uva: Dolcetto
  • R$ 69,00

Vinícola fundada em 1911 em Cocconato d’Asti, Bava estende hoje suas propriedades entre Monferrato e Langhe. Nas quatro gerações que se sucedem na condução da vinícola e dos vinhedos, houve uma contínua evolução de empreendimento, cultura e qualidade passo a passo no estilo piemontês. A marca Bava é sinônimo de confiabilidade e qualidade, além de ser importante colaboradora para a revolução do mundo do vinho nos últimos vinte anos.

Descrição do Produtor: Rubi intenso com reflexos violáceos. No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas, como cereja e framboesa, e notas florais, remetendo a violeta. Na boca, seu sabor remete às sensações olfativas. Apresenta médio corpo, com taninos bem equilibrados, tendo uma sensação agradável e sedosa no paladar.

 

 

Risoto de frango com abobrinha,

Morandé Edicion Limitada Pinot Noir 2005, Saint Felicien Cabernet Sauvignon 2008 e a boa companhia dos amigos Daniel Boessio e Letícia Casagrande…

Você já parou para pensar que os “restos” de alimentos que você coloca no lixo poderiam estar salvando a vida de uma das 25.000 pessoas que morrem de fome por dia no mundo? Você deve estar se perguntando o que este assunto tem haver com a ocasião? Pois, este jantar na casa do amigo Daniel teve tudo haver com isso. Com justa preocupação em desperdiçar os “restos” de frango que haviam sobrado do almoço, Daniel resolveu convidar os amigos para compartilhar um delicioso e nobre risoto.

 

Para abrir os trabalhos gastronômicos, esta noite começou com a degustação de um Cabernet Sauvignon Argentino… Isso mesmo, um Cabernet Sauvignon Argentino (Saint Felicien Cabernet Sauvignon 2008)… Este exemplar é vinificado – com capricho – pela Bodega Catena Zapata. Não é preciso dizer mais nada, né!!! O nome do produtor já valida o vinho, mas se você quiser obter maiores informações, clique no link que está associado ao seu nome.

Para harmonizar o risoto abrimos um Morandé Edicion Limitada Pinot Noir 2005, este sim, Chileno até na alma… Para quem acha que vinhos sul americanos elaborados à base de Pinot Noir não se prestam para guarda, prove este Morandé e discuta novamente a questão. Não fosse pela barberagem do Daniel na extração da rolha (deixando alguns pedacinhos de cortiça flutuando na taça) até o visual seria encantador, rsrsrs!!!!

Terminamos o jantar com a “alma lavada” na certeza de ter cumprido com um compromisso que todos deveriam assumir no mundo atual… o de não desperdiçar sequer um grão de arroz.

Grande abraço a todos.

Luciano Ourique

Publicado em 02-03-2012

Por Luciano Ourique

Taittinger Brut Reserve, Brunello di Montalcino Col DOrcia e massa alla puttanesca

Receber os amigos com carinho, afeto e atenção é uma prática comum para os amigos Walter e Daniela Dias (e também por seu filho Matheus). Quem os conhece sabe do que estou falando. Mas devo dizer que toda esta acolhida ganha um toque especial com pães, pastas e uma Taittinger Brut Reserve… rsrsrs!!!!

Graaande Walter.

Os jantares promovidos pelo Walter sempre revelam surpresas gastronômicas. Fã incondicional de uma culinária de sabores marcantes o amigo Walter sempre consegue surpreender nosso paladar. E este foi o caso do jantar em questão.

Encontrar parceria à altura de harmonizar ingredientes como alcaparras, anchovas e pimentas não é tarefa das mais fáceis. Quando ele me perguntou qual vinho poderia ser colocado ao lado deste prato, confesso que fiquei em dúvidas e deixei a escolha por sua conta e risco.

Quando vi um Brunello di Montalcino (Brunello di Montalcino Col D’Orcia 2006) repousando no decanter, questionei se a escolha teria sido acertada, tamanha a complexidade de sabores. Todavia, paradigmas estão aí para serem quebrados. E este foi o caso. Vinho e prato superaram as expectativas.

Novamente, parabéns ao Walter…

Grande noite.

Luciano Ourique e Caroline Klotz

 

 

 

 

Publicado em 29-02-2012

Por Luciano Ourique

Hoje tem jantar na casa do amigo Walter Dias? Tem sim senhor!!!!

E a sobremesa já está garantida: Panacota de frutas vermelhas harmonizada com vinho rose de Malbec…

Como diria meu filhinho Gustavo: “Que delícia!!!”

Receita da Panacota de frutas vermelhas

Ingredientes:

  • 500gr de framboesas frescas (se não tiver frescas pode ser congeladas mesmo ou em último caso pode-se utilizar polpa de frutas vermelhas que se encontra facilmente nas gôndolas de produtos congelados de alguns supermercados)
  • 250gr de morangos frescos
  • 3 cálices de licor de cassis
  • 1 lata de creme de leite Nestlé (na falta deste pode-se usar nata fresca)
  • 2 xícaras de chá de açúcar refinado (uma xícara para a calda e outra para o chantili)

Preparo: faça uma calda com as framboesas, com os morangos, com um (dos três) cálice de liquor de cassis e com o açúcar. Mexa em fogo brando até levantar fervura e reserve (coloque na geladeira para esfriar). Bata em uma batedeira a lata de creme de leite (sem o soro) e com uma xícara de chá de açúcar até que o volume dobre (a consistência do creme deve ficar quase em ponto de chantili). Adicione 2/3 da calda de frutas vermelhas (fria) e bata novamente até que os ingredientes se integrem completamente. Coloque em taças de sobremesa e leve à geladeira por duas horas para que o creme ganhe consistência. Neste meio tempo pegue o restante da calda de frutas vermelhas e junte os outros dois cálices de liquor de cassis e leve novamente ao fogão em fogo branco até levantar fervura. Deixe a calda esfriar bem. Decorrido o período de duas horas, coloque a calda (fria) de frutas vermelhas sobre o creme (nas taças de sobremesa) e deixe na geladeira por mais duas horas até ganhar consistência. Decore ao seu gosto e sirva gelado.

Observação: esta é daquelas sobremesas cujo teor de acidez (proveniente das frutas vermelhas) supera o teor de açúcar, fazendo a boca salivar. Por isto, não tente compensar acrescentando açúcar durante o preparo, pois irá ficar muito “pesada” e enjoativa.

A dica de harmonização com o vinho rose de Malbec (especificamente este Michel Torino Rose de Malbec 2011) fica por conta da boa acidez do vinho e da pontinha de açúcar residual que fica na altura do que a sobremesa pede. O vinho é daqueles “baratinhos”… Que não dói no bolso de ninguém. No BIG de Santa Cruz do Sul sai por menos de R$15,00 agarrafa e não deixa nada a desejar para o, também, rose de Malbec da Susana Balbo que não sai por menos de R$40,00 agarrafa. Se quiseres saber mais sobre o vinho clique aqui.

Amanhã publicarei o resultado da harmonização e maiores detalhes sobre o prato principal preparado pelo Walter bem como os vinhos que foram harmonizados.

Grande abraço.

Luciano Ourique

Publicado em 27-02-2012

Por Rodrigo Ardenghi

Pizzato DNA 99 2005

Para aqueles que ainda tem duvida quanto a vocação da serra gaucha de elaborar grandes vinhos – especialmente da casta Merlot, a que mais se adapta ao clima e solo daquela região – sugiro provar este belo tinto.

Elaborado em safras especiais( a deste vinho é de 2005), o DNA 99 é um vinho produzido a partir do vinhedo que deu origem ao primeiro grande vinho desta vinícola, o Merlot 1999. 

Apenas 6800 garrafas foram produzidas deste vinho, que estagia 9 meses em barricas francesas para dar aquela “afinada” nos taninos e garantir longevidade.

Belo tinto, sem excessos, com grande caráter gastronômico e muito agradável no paladar.

Em 1999, primeira safra vinificada pela Pizzato, foram elaboradas apenas 15.500 garrafas: o Pizzato Merlot 1999.

Ao ser lançado em setembro de 2000, o Merlot 1999 passou a ser referência para o potencial do varietal Merlot no Vale dos Vinhedos/Serra Gaúcha.

Atualmente, a Merlot é considerada a uva que apresenta os melhores resultados para vinhos finos na Serra Gaúcha/Vale dos Vinhedos.

A partir do mesmo vinhedo que deu origem ao Pizzato Merlot1999, aPIZZATO apresenta este exclusivo Merlot da safra 2005, ano em que as condições de desenvolvimento das uvas foram muito próximas as da safra 1999.

 

  • Colheita: Março de 2005, uvas do vinhedo da Pizzato no Vale dos Vinhedos
  • Elaboração: Fermentação e maceração em tanques de aço inoxidável, com leveduras selecionadas e temperatura controlada.
  • Grad. Álc. a 20ºC: 13,5 % vol.
  • Amadurecimento: Tanques de aço inoxidável, 9 meses em barris de carvalho francês de primeiro uso e período engarrafado.
  • Acidez volátil: 0.65 g/L (11 meq/L)
  • Acidez total: 5.6 g/L (75 meq/L)
  • Extrato seco: 33 g/L
  • Garrafas: 6.800 garrafas, todas numeradas, em lote único, com Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (com certificação – selo)
  • Lançamento: Março/2010
  • Visual: apresenta cor intensa, rubi violácea
  • Aroma: Lembra caldo de frutas vermelhas flambadas, geléia, especiarias, baunilha e moca, ameixas secas.
  • Boca: Encorpado, de boa persistência e equilíbrio, com retrogosto prolongado com traços de especiarias, ameixas e moca.
  • Temperatura de serviço: 17 a 19 oC . Ao decantar, o vinho revela-se ainda mais rico.

 

Publicado em 25-02-2012

Por: Luciano Ourique

Bacalhau à moda Walter Emílio Dias com Mouton Cadet Réserve Graves 2010

O Supermercado BIG de Santa Cruz do Sul revolucionaria o mercado da cidade não fosse pelo péssimo atendimento. Desculpe-me pela franqueza, mas não basta ter produtos atraentes, a de saber vendê-los. Todavia, a variedade oferecida compensa o mau atendimento.

Neste final de semana comprei um Bacalhau do Porto congelado e dessalgado (Genuíno Bom Porto) para testar a qualidade, pois às vezes encontramos no mercado bacalhau que não é bacalhau e produtos congelados que superam o peso líquido em água. Neste caso, o bacalhau é realmente Bacalhau do Porto e os 500g anunciados na embalagem realmente equivalem ao peso líquido. No que se refere ao ponto do sal, realmente é dessalgado. Melhor assim, pois dá para corrigir o ponto do sal no preparo do prato.

Preparei o prato à moda Walter Emílio Dias (com batatas, cebolas, pimentões, azeitonas e azeite). Quem tiver interesse em conferir a receita, confira o Blog da Confraria do Sagu em: http://confrariadosagustc2010.wordpress.com/

Cabe salientar que as 500g do Bacalhau nesta forma de preparo servem tranquilamente 4 pessoas. Segundo o Walter o cálculo geralmente fica em 100g de Bacalhau para cada pessoa. No que se refere ao preparo, quase superei o mestre. Não ficou igual ao Bacalhau do Walter, mas ficou quase lá… Um dia eu conseguirei atingir a supremacia.

Harmonizei o prato com um vinho francês (Mouton Cadet Réserve Graves 2010)… Parece meio contraditório harmonizar um prato tipicamente Português com um vinho Francês, mas a combinação não deixou nada a desejar. Quem quiser conferir a análise do vinho, basta clicar no link que está relacionado ao nove do mesmo.

Bom final de semana a todos.

Luciano Ourique

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em 22-02-2012

Por: Emerson Haas

D.O. Cabernet Franc 2004

 

Confesso que muitas vezes não tive boas experiências no paladar com a casta Cabernet Franc… Talvez eu não tenha escolhido os melhores rótulos desta uva-corte bordalesa. Pouca gente sabe, mas a Cabernet Franc é a Cabernet original. A famosa Cabernet Sauvignon surgiu depois, através de um clone entre a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc. Mas tenho que dizer que ao provar o bom chileno D.O. Cabernet Franc 2004 importado pela vinícola Miolo revi o meu conceito. A Cabernet Franc não tem muita expressão entre os eno-entusiastas brasileiros, pois muitos entendem se tratar do prima pobre da Cabernet Sauvignon. O que os desavisados não sabem é que esta uva produz o notório e mítico Cheval Blanc. O D.O. apresenta cor rubi profunda, escura e quase opaca, enganando ao olho mesmo um despretensioso conhecedor. Ao nariz trouxe um bouquê muito perfumado, lembrando cereja, mirtilo, tostado, funghi secci, mas com algo vivo e mineral. Na boca, corpo médio, equilibrado, de boa persistência e um vinho fácil de beber.  Possui 14,5% de graduação alcoólica e ideal ser servido a temperatura entre 14 e 16º.C. Harmoniza muito bem com pizzas, lasanhas a bolonhesa, queijos leves e – incrivelmente – galinhada!

 

Publicado em 09-02-2012

Por: Alexandre Hoppe

Dv Catena Adrianna 2005

A Bodega Catena Zapata está estabelecida em Mendoza e foi a responsável por colocar a Argentina definitivamente no cenário internacional. Nicolas Catena foi quem deu início à produção de vinhos de qualidade em grande escala. Nicolas e sua equipe fizeram estudos e descobriram que ao cultivar determinadas cepas em altitudes diferentes os resultados eram positivos e foi assim que inseriu a Malbec no contexto dos grandes vinhos. Foi ele quem trouxe novos clones da França e dos EUA, amadureceu vinhos em pequenas barricas de carvalho francês, irrigação por gotejamento, enfim, a aplicação de tecnologia de vanguarda teve seu pioneirismo na sua vinícola, que sempre foi respeitada pela qualidade dos vinhos que produz tanto em nível interno como internacionalmente. Até hoje os vinhos Catena Zapata são símbolos de qualidade.

Na minha busca pelo Malbec perfeito provei nestes últimos dias um dos melhores: o DV Catena Adrianna 2005. Produzido em um vinhedo chamado Adrianna, plantado em 1992 na região do Tupungato a1470 metrosde altitude. O vinhedo leva o nome da filha mais nova de Nicolas Catena e, dizem ser o vinhedo mais alto de Mendoza. O solo está constituído principalmente de areia (90%), uma pequena quantidade de limo e abundantes pedras superficiais. Este vinhedo de altitude, particularmente frio, no mês de abril, durante a maturação atinge temperaturas médias de 14,3ºC. As uvas passam por um processo de seleção manual e minucioso para se chegar a produção de apenas 70 barricas.

De forma geral é um vinho elegante, macio, com excelente nariz e boa presença em boca e muito agradável de beber. De cor vermelho-rubi profundo, apresenta no olfato aromas intensos e concentrados de ameixas, framboesas, groselhas e licor de cassis. De fundo, marcam presença notas defumadas com nuances de baunilha e tabaco, aportados provavelmente pelo longo amadurecimentoem carvalho. Naboca apresenta-se com uma suavidade incrível, redondo e ao mesmo tempo potente. Retrogosto muito persistente.

A descrição de um amigo para quem recomendei o vinho cabe bem para descrever-lo: “um veludo”.

Bebi e gostei. Um Vinhaço !!!

 

Publicado em 06-02-2012

Por: Emerson Haas

Casa Silva Reserva Sauvignon Blanc safra 2010

 

“É verão! E tal estação sugere taças tilintando com perlages borbulhantes e vinhos brancos suando o cristal. Eu – particularmente – tenho paixão por vinhos tintos, mas confesso que os brancos também me seduzem, pois refletem jovialidade, frescor e elegância!

Na sua maioria são vinhos elaborados para consumo rápido, com um ou dois anos de garrafa, mostrando-se refrescantes e ideais para acompanhar desde saladas e entradinhas até mesmo algumas sobremesas.

Um belo exemplar é o chileno Casa Silva Reserva Sauvignon Blanc safra 2010, vinho de coloração amarelo-palha com nuances esverdeados, aroma bastante floral e elegante e com notas cítricas de abacaxi, pomelo e damasco. Na boca, mostra-se surpreendente, mineral e fresco, com acidez correta e paladar equilibrado, resultando num vinho refrescante e agradabilíssimo de ser degustado. 

Harmoniza bem com saladas, peixes de carne firme, alguns queijos e até mesmo com massas com molhos brancos não muito condimentados. Ideal ser servido na temperatura de 8 a 10°C e possui graduação alcoólica de 13%. Elenquei-o como o melhor branco que bebi em 2010 na retrospectiva dos melhores daquele ano.”

Aproveite e visite o Blog Eu, Gourmet

Saúde a todos!!!

Emerson Haas

 

Publicado em 06-02-2012

Por: Luciano Ourique da Silva

Berônia Crianza 2008

Produtor: Bodegas Beronia

Região: Rioja/Espanha

Uvas:     Tempranillo 83%, Garnacha 15%, Mazuelo 2%

Graduação Alcoólica: 13.5%

Temperatura de Serviço: 16oC

Envelhecimento: Mínimo de 12 meses em barricas de carvalho francês.

Diretrizes Enogastronômicas: Indicado para aves assadas, carne suína grelhada, massa com recheio condimentado e molho à base de creme, pratos com molho à base de funghi secchi (risoto e massas), embutidos, defumados e antepastos.

Estimativa de Guarda: 5 ano(s)

Análise sensorial

Características da rolha: cortiça aglomerada microesfera 1+1, aparentemente de boa qualidade. Sem defeitos visuais, aromáticos ou de extravasamentos. Pouco impregnada de vinho.

Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade mediana. Límpido, brilhante e de expressiva vivacidade.

Características olfativas: nariz de ataque moderado e de agradável frescor (nuances mentoladas), onde as nuances de madeira aparecem no primeiro plano ancorando agradáveis nuances frutadas no segundo plano. Aromas tostados (coco queimado), de cedro, cravos e tabaco misturam-se a notas de frutas secas (ameixas e uvas passas) e de frutas vermelhas como ameixas, amoras e framboesas. Com a aeração as nuances frutadas ganham maior valor e maior frescor (frutas vermelhas silvestres frescas). Nos aromas de boca madeira e frutas aparecem de forma bem equilibrada.

Características gustativas / táteis: na boca taninos finos e aveludados aparecem de forma prazerosa juntamente com boa acidez que deixa pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais (essencialmente seco no perfil gustativo). Corpo mediana, com final de boca leve, fresco e de persistência moderada.

Nota: 87 pontos

Versão PDF do arquivo Berônia Crianza 2008

 

Publicado em 31-01-2012

Por: Luciano Ourique da Silva

Amalaya Gran Corte 2009

Produtor: Colomé

Amalaya significa “milagre” na língua inca quíchua.

Região: Salta – Alto Valle Calchaquí – Vinhedos entre 1.700-2.300 metros de altitude.

Castas: 90% Malbec, 5% Cabernet Franc e 5% Tannat

Graduação Alcoólica: 14° GL (Acidez total: 6,0 g/L)

Enólogo: Thibaut Delmotte

Características Climáticas: O clima é característico de alta montanha, perfeito para o cultivo biodinâmico, com pluviosidade ínfima de50 a 120mm/ano, noites frias e dias quentes, estes normalmente entre 25 e 31ºC. O gradiente dia-noite pode chegar a 35ºC. A radiação UV é altíssima, com mais de 350 dias de sol no ano, o que favorece a concentração de cor, aromas e açúcares nas uvas.

Características do Solo: solos aluviais e coluviais pedregosos e arenosos.

Elaboração: Vinhedos cultivados biodinamicamente, irrigação por gotejamento. Colheita manual em fins de Março e começo de Abril. Fermentação alcoólica lenta a baixas temperaturas, com leveduras selecionadas, com longa maceração de 25-30 dias. Malolática em barricas francesas para 50% do vinho, o restante em tanques de inox. O vinho é então amadurecido em barricas de carvalho, com posterior clarificação com ovos da fazenda biodinâmica Colomé.

Amadurecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês, 20% novas o restante de 2ª passagem.

Estimativa de Guarda: 5 anos +

Características Organolépticas: Profunda coloração purpúrea, muito luminosa. Seduz pelo olfato rico em frutas negras e vermelhas maduras, enobrecidas por alcaçuz, ervas e couro. Ostenta em boca bela concentração, complexo e elegante, com taninos maduros e sedosos. Longo final.

Diretrizes Enogastronômicas: Músculo estufado com legumes aromáticos, páprica e ervas secas; Churrasco brasileiro; Escalopes de marreco ao molho agridoce de amoras; Lingüiça defumada condimentada com erva-doce.

Temperatura de Serviço:16°C.

  • Análise sensorial: vinho em 08 de janeiro de 2012 no churrasco elaborado (diga-se de passagem muito bem elaborado) por Alexandre Hoppe. O exemplar foi trazido por Carlos Klemm e surpreendeu pela delicadeza do conjunto (boca / nariz).
  • Características visuais: coloração vermelha violácea / púrpura, intensa. Visualmente denso e bem estruturado. Límpido e brilhante.
  • Características olfativas: nariz de ataque intenso que encanta pelo equilíbrio entre os seus elementos. Os 14% de álcool aparecem em perfeita sintonia com o conjunto aromático composto por doces aromas de frutas vermelhas maduras e frescas como ameixas, amoras, cerejas, mirtilos.
  • Características gustativas / táteis: na boca observa-se a mesma sintonia / equilíbrio percebida no olfato. Taninos médios, macios e delicados aparecem sustentados por uma acidez equilibrada que deixa espaço milimétrico para a percepção dos açúcares residuais. Os aromas de boca refletem as mesmas notas percebidas na via nasal e o final de boca preenche a boca de forma muito agradável e duradoura.
  • Nota: 90 pontos
  • Versão PDF do arquivo Amalaya Gran Corte 2009

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